Richard Serraria "Vila Brasil" / Free download dos MP3 das canções

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domingo, 26 de abril de 2009

Fases de produção de uma obra fonográfica: gravação, mixagem, masterização, prensagem, divulgação, show de lançamento e busca de geração de renda

Essa postagem deveria se chamar: O LIvro das Aprendizagens e a hora em que um ciclo se encontra com outro: quando algo termina outra coisa já começa... Isso me lembra duas coisas... A primeira imagem dá conta de um momento mágico: Cecília invadividindo sorrisos com seu pai a alegria de nos vermos no palco! Depois de ter saído na barriga da mãe no carnaval da União da Vila do IAPI (a camisa usada na sexta, foto, mostra isso) em desfile com seu pai em 2006, agora chega a hora sublime em que o Livro das Aprendizagens vai sendo escrito com letras recheadas de afeto pleno.
Agora o ciclo de trabalho cultural envolvendo lançamento de uma obra fonográfica e o momento em que se encerra uma etapa grande e ao mesmo tempo já se inicia outra...



Foi demais da conta, obrigado àqueles que compareceram para duas noites sensacionais com uma pá de músicos bacanas, grande festa! Na sexta Vanessa Longoni e Terratronix mais Vila Brasil, no sábado Juan Schellemberger e Sérgio Astengo do Uruguai, casa cheia, energia positiva vibrando no ar, aniversário de 1 ano do Quilombo do Sopapo, "Bugigangas" e "Entrega do Sopapo" na parede mais PAMPA ESQUEMA NOVO estreando no palco (parcerias cancionais com a musa intérprete Vanessa Longoni, Marcelo Delacroix, o interminável criador de grandes canções Sir Marcelo Cougo, Otávio Santos, Vareja Samba e algumas canções em que exercito a aprendizagem de fazer letra, harmonia e melodia sozinho). Vejo que muito em breve terei que trocar o nome do atual blog, Vila Brasil, rsrsrsrs. O Vila ainda ainda será bastante trabalhado nos palcos esse ano (01 de outubro tem show no Salão de Atos da UFRGS dentro da já comentada Série Cancionistas Unimúsica 2009) mas o prenúncio de encerramento de um ciclo (produção de canções, gravações, mixagens, masterização, prensagem, divulgação na mídia oficial e na mídia virtual do lançamento, shows de lançamento em Porto Alegre e SP, viagens para circulação do conteúdo cultural no Rio de Janeiro, Brasília e Santa Catarina, etc) já sinaliza à abertura de outra rodada de trabalho envolvendo produção e seleção de 12 canções do Pampa Esquema Novo já definidas, com impulso fortíssimo dos shows dessa semana que passou. Sábado tocamos canções do Pampa Esquema Novo pela manhã na Feira do Livro do Colégio Monteiro Lobato e à noite tocamos no Teatro de Arena. Antes havia tocado canções do Pampa Esquema Novo numa aula show no Centro Universitário UniRitter e ainda num Encontro Regional de Pontos de Cultura em Rio do Sul, SC, onde também divulgamos e tocamos canções do Vila Brasil. É chegada a hora em que o Vila Brasil começa a se transformar em Pampa Esquema Novo e nesse trabalho muitas coisas precisam ser ajustadas, por exemplo, preciso aprender a dizer NÂO e definir melhor quem faz o que e quando faz algo em cada canção. Aprender a dizer NÂO no sentido de que em alguns temas preciso pedir para alguns músicos não fazerem nada, ou seja, executarem o silêncio. Paradoxal isso: um trabalho segue vivo em sua etapa final de shows, divulgação e vendas ligadas a isso, Vila Brasil. O outro, Pampa Esquema Novo, nasce devagarinho: shows e divulgação disso, reflexão sobre o processo e planejamento para execução concomitante. Penso que é possível e esse é o desafio: equacionar questões que aparecem durante um processo dinâmico e vivo, enfim, aprendizagem e ação. Agora por exemplo já vem produção em estúdio de violão e voz guia para gravações valendo de percussões de Sandro Gravador e Lucas Kinoshita. Essa será a base para outros elementos que materializarão essa obra que julgo significativa desde já: uma contribuição singela e limitada, bem sei, à reflexão identitária através da música e sobretudo da canção. A metafísica pampeana pensada a partir de questões existenciais da gente que mora nesse meio do caminho entre o Brasil e o Prata. A parte pampeana está sendo gestada com Juan Schellemberger em conversas assim como a parte tecnológica venho conversando com Corsetti. Ângelo Primon já ouviu vários temas, assim como as conversas tem sido intensas com Marcelo Cougo, Sandro Gravador, Kino, Filipe Narcizo e Otávio Santos/Vanessa Longoni (nas estadas no RJ). A única certeza que posso afiançar por hora é que seguir pensando essa pá de coisas sobrepostas o tempo todo me deixa muito satisfeito e quem sabe isso seja a felicidade: fazer o que se gosta e se tem a certeza que justifica uma existência. Em suma, CRIAR: canções e ao mesmo tempo minha filha, materialização do divino que se faz verbo o qual conjugo no tempo cotidiano.
Mais fotos do show de sexta em:
http://picasaweb.google.com/guonek/TerratronixERichardSerraria?authkey=Gv1sRgCMf8k-Wb68eCxwE&feat=directlink#
ou
www.orkut.com.br/Main#Home.aspx?tab=m0

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Porto Alegre RS, Abril de 2007

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Richard Serraria é poeta, músico, compositor e principalmente pai da Cecília.
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